Instalação Viagem I
Exposição colectiva Volúpia I, 2016
Capela Mortuária
Barrancos, 2019
Casa-atelier A26
Porto, 2015
Duque de Saldanha
Porto, 2019-21
Duque de Saldanha
Porto, 2019-21
Duque de Saldanha
Porto, 2019-21
Duque de Saldanha
Porto, 2019-21
Duque de Saldanha
Porto, 2019-21
Casa em Landim
Vila Nova de Famalicão, 2023-
Santos Pousada
Porto, 2023-24
Furamontes
Porto, 2024-
Santos Pousada
Porto, 2023-24
Casas na Rua da Glória
Porto, 2022-25
Escritório na Rua da Alegria
Porto, 2023
Santos Pousada
Porto, 2023-24
Hotel rural nas Penhas Douradas
Manteigas, 2022-
Paço dos Duques de Bragança
Guimarães, 2019-
Museu Alberto Sampaio (claustro)
Guimarães, 2021-25
Casas na Rua da Glória
Porto, 2022-25

FMVS é uma equipa de arquitectos empenhada numa prática pertinente e sensível. Conscientes da sobre-estimulação da vida contemporânea, procuramos desenhar edifícios dotados de uma solidez perceptual que ofereça estabilidade e conforto aos quotidianos que neles tomarão lugar.

Fascinam-nos as arquitecturas que despertam uma observação demorada, capazes de fazer erguer o olhar pela sua presença subtil, pelo cuidado do detalhe ou pelo seu carácter enigmático. Acreditamos que esta resiliência é, a par da criteriosa escolha dos materiais e da adequação das soluções técnicas, uma característica fundamental para a longevidade de um edifício e, por isso, para a sua sustentabilidade.

Abordamos cada projecto como uma resposta precisa às especificidades do cliente e à interpretação crítica dos contextos em que se insere, sobretudo por meio de uma consciência selectiva de pequenos costumes, de acasos ou peculiaridades que importa potenciar.


PT / EN

Bloco Duque de Saldanha
Porto, 2025

O conjunto é caracterizado pela dualidade entre uma fachada urbana linear, que protege o interior do lote, e que, simultaneamente, o revela ao espaço público através de um portal axial, convidando a descobrir um outro ambiente no seu interior. Este interior, de grande potencial paisagístico, tem como centro gravítico o pátio do edifício-ferradura, hoje completamente ocupado por estacionamento. O projeto propõe transformar este pátio num espaço de confluência de acessos, num ponto de encontro e num espaço de contemplação. Para esse efeito, abrem-se duas novas passagens ao nível térreo, semelhantes à passagem existente axial, permitindo encurtar o comprimento das alas laterais e criar atravessamentos diretos do pátio para as galerias. Estas novas passagens serão ainda dotadas de pórticos, que configuram varandas cobertas nos pisos superiores, alteração que introduz variação no alçado interior e quebra a sua rigidez, atribuíndo-lhe um carácter mais amigável e de maior abertura.


Arquitectura FMVS
Especialidades SOPSEC/NILUFT

Concurso, org. Domus Social / Município do Porto
3º prémio

Apartamento em Rodolfo Araújo
Porto, 2021-24

O edifício rosa dos anos 30 guardava um apartamento no seu interior, demasiado longo e compartimentado, que pedia mais luz e menos corredor. A intervenção, simples mas intensa, ocupou-se da reformulação dos espaços comuns: desenhou um novo vestíbulo de entrada, uma cozinha direcionada ao pátio e um biombo central, semitransparente, que conduz à sala polivalente e nos devolve ao exterior. A madeira, nas suas diferentes cores e aplicações, atribui densidade, conforto, e dialoga com o imaginário de época, presente na entrada do prédio e no acesso a um espaço de trabalho localizado no piso inferior. Pequenas folies desenham mobiliário, resolvem situações inusitadas e caracterizam o pátio que se enche de plantas para contrastar com o cinza da fachada posterior.


Arquitectura FMVS
Construtor MS Ferreira
Fotografia Frederico Martinho

Claustro do Museu Alberto Sampaio
Guimarães, 2021-25

A organização das coleções nos paramentos graníticos do claustro pequeno, tal como um verdadeiro antiquarium renascentista, permitiu tornar este claustro num espaço de visita musealizado e não mero corredor de acesso às salas de exposição do Museu. Particular atenção foi dada à tumulária, intimamente associada ao claustro e seu papel no conjunto monumental, assim como a elementos arquitetónicos tais como capiteis de colunas. O projeto compreendeu ainda o restauro da cobertura e reformulação da infraestrutura elétrica e iluminação do claustro. A iluminação noturna, aspeto da maior importância para quem vê o claustro a partir do Largo de Nossa Senhora da Oliveira, foi estudada considerando o efeito cenográfico decorrente da diferença de escalas entre o claustro e a Igreja, bem como a importante e pontual iniciativa do Museu à Noite.


Arquitectura FMVS + Paulo Providência
Construtor AOF
Fotografia Frederico Martinho

Apartamento em Santos Pousada
Porto, 2023-24

Da distribuição original de 1952, desenho de Arménio Losa e Cassiano Barbosa, nada havia a alterar. Assim, a intervenção concentrou-se nos pontos de maior desgaste: infraestruturas, revestimentos e mobiliário fixo, que estavam desatualizados ou se encontravam muito danificados. Restauraram-se marmorites, pavimentos em taco e carpintarias, refizeram-se revestimentos cerâmicos e introduziram-se novas peças em madeira maciça que, pelo tom e desenho, se confundem com o que vamos vendo desde a entrada do prédio até ao interior.


Arquitectura FMVS
Construtor MS Ferreira
Fotografia Frederico Martinho

Museu Nacional de Conimbriga
Condeixa-a-Velha, 2024-

O projeto de remodelação e ampliação do Museu Monográfico de Conimbriga estrutura o edifício através da densificação da implantação, do reforço do carácter dos espaços e da consolidação da sua imagem. A nova configuração do pátio de receção, completando a parede que o delimita a nascente, apropria-se do projeto de Gonçalo Ribeiro Teles e Caldeira Cabral conferindo-lhe um renovado papel: o plano de água, as laranjeiras e o pavimento saem reforçados pela contenção provocada pela delimitação espacial, e as duas aberturas de acesso respetivamente ao estacionamento e à área arqueológica estabelecem as conexões com o exterior. A proposta atua nos espaços de acolhimento (foyer, áreas de apoio à receção de grupo de adultos e crianças), incluindo auditório; espaços de exposição (permanente, e novas salas para exposições temporárias); espaços de formação e consulta dos acervos, na estruturação das áreas internas de serviços técnicos, incluindo a significativa ampliação das áreas de reserva e arquivo, na reformulação das áreas laboratoriais e na criação do novo Centro de Restauro de Mosaicos.


Arquitectura FMVS + Paulo Providência
Especialidades SOPSEC SINCRONO NILUFT
Paisagismo DWN
Design Francisco Providência

Concurso org. DGPC
1º prémio

Casas no Monte da Lapa
Porto, 2022-

A morfologia urbana do monte da Lapa, associada à sua topografia íngreme e escarpada, acrescia dificuldade ao pedido de intervenção: o confronto entre duas casas num lote estreito e profundo que ligava ruas com desnível de três pisos. Propusemos acentuar a diferença de cércea e caráter das casas para criar espaços exteriores abertos para a vista.A casa à cota inferior (Sra. da Lapa), necessariamente de implantação reduzida, tem dois pisos e um só quarto com terraço a poente. A sala de estar, agora ligeiramente elevada em relação à rua, compensa a sua exígua dimensão com um inesperado pé direito e uma generosa janela. A casa à cota superior (Glória) estabelece relações de familiaridade com a envolvente vizinha: cobertura de duas águas em telha marselha com beirado, dois vãos por banda e dois panos de vidro, o piso superior recuado, quando existe. No interior, privilegiaram-se linhas de vista longitudinais e luz natural em todos os compartimentos. No jardim, uma magnólia.


Arquitectura FMVS
Especialidades D'ALMEIDA
Construtor RBT
Fotografia Frederico Martinho

Duque de Saldanha
Porto, 2019-21

Os gestos quase cirúrgicos foram a parte relevante nesta operação de diálogo que pretendia clarificar e acrescentar uma nova dimensão aos espaços. Sem sacrificar a densidade do passado, foi possível criar nichos e óculos, somar novas veias à enfilade, abrir ao céu e ao jardim veraneante, estabelecendo múltiplos laços com o exterior, com a luz e com os materiais, desenhando novas funcionalidades. O conforto da cor fez-se da sensibilidade de quem a habita, do quente da nogueira e da inesperada parede aguarelada, que trouxe pompeia até ao Bonfim.


Arquitectura FMVS
Construtor MS Ferreira
Fotografia Frederico Martinho

Pavillon im Park
Zurique, 2020

Um pavilhão no parque, programa híbrido entre o café e o descanso, localizado na envolvente verde do renovado hospital universitário, pretende ser ponto de encontro informal para estudantes do campus universitário, visitantes do cluster de saúde ou do novo Fórum de Zurique. Da vontade de criar um objeto forte, independente e, simultaneamente, de impacto reduzido, desenha-se um volume compacto, de planta quadrangular, que se aninha por entre o verde das árvores e une, com uma sala transversal de atmosfera simples e convidativa, os lados opostos da rua e do parque. A cobertura de uma água acompanha esta dualidade e faz-se alta e generosa quando voltada à copa das árvores e baixa e amigável a quem circula no passeio. A direção da pendente é ainda protagonista de uma reverência à praça pública a sul, cuja inclinação desafia o vértice baixo, numa estranheza geométrica que se quer caracterizadora.


Arquitectura FMVS + MMMR
Concurso, org. Hochschulgebiet Zürich Zentrum

2º prémio

Edifícios de habitação em Lordelo do Ouro
Porto, 2020-

O projeto para dois novos edifícios de habitação coletiva no Lordelo parte, antes de mais, de um enquadramento paisagístico de enorme potencial. Este carácter excecional de edifícios no parque constituirá um princípio importante na definição da proposta, desde logo na definição volumétrica que, com ajustes ao formato retangular proposto no plano, alivia a tensão de um volume cartesiano para o integrar na organicidade da topografia e flora envolventes. A expressão material e o tratamento das fachadas integra os edifícios novos na envolvente construída quanto à expressão e à escala, sobretudo para que, com a sua aproximação, estas duas novas peças contribuam para a valorização de todo o conjunto.


Arquitectura FMVS
Especialidades SOPSEC CAON NILUFT
Gestão projeto DMP/CMP
Gestão obra DOMUS
Construtor CCR

Concurso, org. Município do Porto
1º prémio

Sede da Ordem dos Arquitectos
Lisboa, 2019

Fruto da intenção de renovar a identidade e a presença institucional da sede da OA nasce uma proposta que estende e optimiza o antigo edifício dos banhos de S. Paulo até ao limite do quarteirão, absorvendo a construção anexa. Revestido por uma composição magnética—mescla entre a calçada portuguesa e o românico toscano—o volume térreo articula a entrada norte do edifício principal com o espaço polivalente e as salas de formação, para culminar no café voltado para a praça, estabelecendo um diálogo público com a tríade Jardim-Mercado-Correios.


Arquitectura FMVS
Concurso, org. Ordem dos Arquitectos

Casa-atelier A26
Porto, 2014-15

Uma casa que já era atelier, sem pretensões de grandeza, manteve a sua estrutura livre e singular, assegurou a autonomia entre pisos, procurou o conforto nas cores, no mobiliário e nos materiais e, no exterior, a figueira ganhou um pátio.


Arquitectura FMVS + Sarah Drouet
Construtor CS
Fotografia de Frederico Martinho

Mercado de Santa Clara
Lisboa, 2017

Caracterizado pela dualidade entre implantação sobranceira no espaço público e a escala amigável de um equipamento de bairro, o Mercado de Santa Clara soube conservar as suas características principais: um eixo longitudinal de atravessamento físico e visual entre os seus dois extremos e, em paralelo, a unidade da grande nave central. E é isto que a intervenção actual para a adaptação do mercado a novos usos pretende enfatizar ao lateralizar os espaços técnicos para libertar a nave central a inúmeras apropriações, possíveis pela introdução de um sistema de compartimentação pragmático e flexível de telas reguláveis. Utilizadas nas fachadas das lojas voltadas para o exterior ou nos toldos informais da feira da ladra, as telas dão continuidade a uma materialidade familiar ao Mercado, agora com uma presença renovada.


Arquitectura FMVS
Concurso, org. Município de Lisboa e Trienal de Arquitectura

1º prémio

Abrigo de Peregrinos
Condeixa-a-Nova, 2017–

A topografia, com grande impacto no modo como se chega à aldeia, confirma que se trata de um ponto fértil—aqui abunda pinheiro manso, oliveira e terreno de cultivo, num vale verde e fresco onde o poço comunitário, e que dá nome à aldeia, ainda existe. Já com poucos habitantes, explicar-se-ia o reduzido tamanho da povoação pelo facto de não ficar propriamente a caminho de nada a não ser, paradoxalmente, Santiago de Compostela, razão pela qual se pretende transformar um curral, de localização abeirada, numa casa de campo que é, simultaneamente, um apoio do Caminho. Sinaliza-se a paragem por meio de um elemento vertical insólito que confere destaque ao volume e atrai o caminhante, onde encontra acolhimento numa reconstrução que explora a autenticidade do imaginário vernacular materializada numa expressão contemporânea.


Arquitectura FMVS

Biografia

Nascidos nos anos 80, Vânia Saraiva e Filipe Madeira são arquitetos formados pelo Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (DARQ-FCTUC).

Filipe foi arquitecto na Figueiredo+Pena (2013-19) e trabalhou pontualmente com Paulo Providência. Foi Professor Assistente Convidado no Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra entre 2021 e 2024. É bolseiro de investigação para doutoramento pela FCT/CDA/FAUP desde 2025.

Vânia colaborou com Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez no Atelier 15 (2009-11) e na Craft Arquitectos (2013-19). Foi investigadora bolseira para a Fundação da Juventude (2012) e colaborou na exposição Fernando Távora, Modernidade Permanente (2012).

Trabalham em co-autoria desde 2014, tendo-se estabelecido como prática independente em 2019. Acumulam experiência em projetos de iniciativa pública e privada em vários países—Portugal, Suíça, E.U.A. e França—, assim como na área da investigação, com participação em várias exposições, publicações e conferências.



Equipa


Vânia Saraiva (DARQ-FCTUC)
Filipe Madeira (DARQ-FCTUC)
Bernardo Alves (FAUP).

Colaboraram, no passado:
Bárbara Figueira (2023)
Marcelo Rocha (2023-2025).

Destaques

2026 3º lugar. Concurso público para a reabilitação do Bloco Duque de Saldanha, Porto. Org. DOMUS Social / Município do Porto.
2025 Open House O projeto para duas habitações na Rua da Glória e Rua Sra. da Lapa, Porto, foi selecionado para integrar a mostra Open House 2025. Conclusão esperada fim de 2025.
2023 1º lugar. Concurso público para a renovação e ampliação do Museu Monográfico de Conimbriga em Condeixa. Em colaboração com Paulo Providência. Org. Câmara Municipal de Condeixa-a-Velha / DGPC. Em curso.
2022 Vânia Saraiva e Filipe Madeira foram tutores no workshop de verão CASA 2022, organizado pelo Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (DARQ/FCTUC).
2021 2º lugar. Concurso público para um pavilhão/café no parque do hospital universitário de Zurique, Suíça. Em colaboração com MMMR. Org. Município de Zurique / Hochschulgebiet Zürich Zentrum.
2020 1º lugar. Concurso público para dois edifícios de habitação coletiva no Lordelo do Ouro, Porto. Org. Câmara Municipal do Porto. Em curso.
2017 1º lugar. Concurso de ideias para adaptação a novos usos do Mercado de Santa Clara, Lisboa. Org. Município de Lisboa / Trienal de Arquitetura. Em fase de Estudo Prévio.
2016 2º lugar. Concurso de ideias para revitalização da Fábrica Sampaio Ferreira, Riba d’Ave. Org. Plataforma Espaço de Arquitetura, com o apoio do Município de V. N. Famalicão.
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